UE alerta que ritmo de redução da sinistralidade é insuficiente para cumprir objetivo de 2030

A Comissão Europeia publicou, a 16 de fevereiro de 2026, o relatório de balanço sobre a política europeia de segurança rodoviária, reiterando o objetivo de reduzir para metade as mortes e os feridos graves até 2030. Apesar dos progressos, Bruxelas alerta que o ritmo atual é insuficiente para cumprir as metas.

Em 2024, 19.940 pessoas morreram nas estradas da UE, o que representa -12% face a 2019, mas fica aquém da redução anual necessária para cumprir 2030. A Comissão sublinha também o impacto socioeconómico dos sinistros rodoviários, estimado em cerca de 2% do PIB da UE, e recorda que até 100.000 pessoas sofrem anualmente lesões com consequências duradouras.

 

O relatório sobre Portugal reforça a urgência de proteger peões e utilizadores de bicicleta

O relatório por país evidencia desafios relevantes para Portugal, com implicações diretas para a mobilidade ativa (andar a pé e de bicicleta):

  • 58 mortes por milhão de habitantes (2024) (acima da média da UE, 45) e 618 vítimas mortais (dados provisórios).
  • -10% de mortes face a 2019, mas +5% de feridos graves em 2023 (2.500 pessoas) em comparação com 2019.
  • Forte peso do contexto urbano: em 2023, 55% das mortes ocorreram em estradas urbanas.
  • Entre 2019 e 2023, as mortes de utilizadores de bicicleta aumentaram 22% e, nos feridos graves, o aumento foi ainda mais expressivo (+49%).

Prioridades europeias com impacto direto na mobilidade ativa

Para acelerar resultados, a Comissão apresenta um conjunto de ações em cinco áreas prioritárias:

  • infraestruturas mais seguras e sistemas de transporte inteligentes;
  • reforço da fiscalização e dissuasão de comportamentos de risco;
  • tecnologias de segurança veicular;
  • resposta a novas formas de mobilidade (ex.: trotinetes e dispositivos de mobilidade pessoal);
  • investigação, monitorização e reporte de progresso.

A Comissão apela a que autoridades locais e regionais adotem abordagens integradas, incorporando a segurança no planeamento urbano e da mobilidade, garantindo infraestrutura adequada para utilizadores vulneráveis e implementando programas sistemáticos para eliminar pontos críticos de sinistralidade. Medidas como a gestão de velocidade, atravessamentos seguros e redes pedonais e cicláveis contínuas e protegidas são determinantes para reduzir mortes e feridos graves.

 

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